Histórias da Família Pereira da Silva
CRÔNICAS
DE FAMÍLIA
PRESENTE
DE PEREIRA DA SILVA
Tradicionalmente os Pereira da Silva se fixaram no Piauí, por volta da segunda
metade do século XVIII e era uma das sete primeiras famílias povoadoras da
província. Fixando-se inicialmente em Valença e Oeiras daí seguiram para outros
pontos do nordeste. Os primeiros eram homens influentes na Corte e Antônio
Pereira da Silva (II), foi nomeado Ouvidor Geral em Oeiras, portanto, a maior
autoridade constituída dentro da província.
Nossa história familiar liga-se a um descente destes primeiros povoadores,
nascido no Piauí no final do século XIX, quinto de uma família de sete filhos,
era inteligente e muito disposto. O pai, Solon Augusto Pereira da Silva
enviuvou muito cedo de Florinda Rosa de Santana. Com a morte da mãe o jovem
José Solon Castelo Branco Pereira da Silva resolve ganhar o mundo. Aprendeu
muito moço a arte dentaria, tendo estudado com famoso cirurgião dentista, em
Teresina. João Pinheiro concluiu seus estudos odontológicos em Salvador em 1898
e a partir daí montou consultório em Teresina e ensinou esta arte a José Solon.
Órfão de mãe resolveu descer a serra da Ibiapaba, acidente geográfico natural
que separa o Piauí do Ceará e ganhar a vida como dentista prático pelas pragas
dos sertões cearenses. É de se imaginar o semiárido cearense recebendo um homem
da saúde, no início do século XX quando não se tinha absolutamente nada em
termos de saúde pública ou mesmo privada. Certamente um homem extremamente bem
recebido e bem vindo por estas comunidades.
Pois o José Solon chegou às terras do Tamboril e ali se encantou com o Bico d’
Arara e o Feiticeiro e ali se encantou também com uma jovem tamborilense, Maria
das Dores de Araújo Farias com quem se casou em 1906 instalando no Ceará a
família Pereira da Silva. Ambos de famílias numerosas ele com seis irmãos e
cinco meio irmãos e ela com onze, tinham uma coisa em comum, uma grande mesa a
sala de jantar e também a cozinha.
O casal morou em Tamboril, em Cratéus, Cariré, além de muitas outras cidades da
serra da Ibiapaba e do sertão para fixar-se definitivamente em Cascavel.
Tiveram nove filhos sendo seis homens e três mulheres. Uma das muitas coisas
herdadas dos Pereira da Silva, além de um caráter seguro era a paixão pela boa
mesa. Comiam de tudo e, sobretudo aquelas iguarias do sertão com as quais foram
criados. Eram verdadeiros amantes da boa culinária.
Batalhadores estes filhos também ganharam o mundo e se sobressaíram em várias
áreas. Eram profissionais respeitados e homens e mulheres ilibados e de grande
potencial para o trabalho. Como ponto em comum herdaram dos pais e, sobretudo
do pai o amor pela boa mesa. A hora da comida era hora sagrada, momento de
regozijo. Momento de encontro, de boa conversa e, sobretudo de saborear
iguarias singulares, comiam de tudo e degustavam com prazer. Hora de comer era
hora proibida para alguns assuntos, não se falava em miséria ou qualquer outro
assunto desagradável, falava-se somente de coisas boas e alegres. Dizia meu pai
que isso melhorava a digestão.
Curiosamente estes irmãos se presenteavam entre si com coisas de comida. Apesar
de vaidosos apreciavam valores interessantes ligados ao sabor e a degustação.
Em datas festivas presenteavam-se entre si com latas de doce marrom glacê,
vidros de azeitonas de boa safra, azeite de oliva, latas de manteiga, vinho e
de preferência todos eles importados. Os importados eram difíceis de serem
encontrados até os anos setenta do século XX, mas em Fortaleza se encontravam
boas casas que vendiam estes produtos. Este costume vem sendo absorvido e os
descendentes também adoram esta prática, pelo menos em meu
núcleo familiar.
É comum dizer-se em casa, quando nos deparamos com uma pessoa que aprecia uma
boa mesa, “esse é Pereira da Silva” e é comum recebermos em casa dos parentes
mais próximos um bom presente de Pereira da Silva, uma lata de bom doce, um
vidro de azeite extra virgem, um queijo importado e tantas iguarias
maravilhosas que a modernidade e a facilidade de exportação hoje nos
proporcionam.
Esta é uma ótima maneira de presentear, pense nisso! Presentei sempre com um
presente de Pereira da Silva...
A ligação do sobrenome com o Brasil começa muitos séculos mais tarde,
com o primeiro conde de São Lourenço, Dom Pedro da Silva, governador-geral da
colônia entre 1635 e 1639, no final da União Ibérica.
O sobrenome Silva foi trazido ao Brasil pelos portugueses no início
da colonização e ondas migratórias posteriores. Sendo atribuído àqueles
que não traziam consigo um nome de família ou aqueles que não sabiam dizer ao
certo de que cidade ou região de Portugal procedia a família, ou optavam por
não declarar. O registro mais antigo desse sobrenome no Brasil é o do
alfaiate Pedro da Silva datado de 1612. Tendo estabelecido família em São
Paulo, Pedro participou da administração colonial e das bandeiras de
Lázaro da Costa (1615) e Raposo Tavares (1628). Quase na mesma época,
famílias de Portugal carregando o sobrenome "Silva", provavelmente
"Cristãos-novos", fugindo do Tribunal da inquisição, chegaram ao Rio de
Janeiro e logo em seguida a Região Sul do Brasil e ao Região Nordeste
do Brasil.
O sobrenome Silva, bastante comum no mundo português, era adotado
normalmente por pessoas sem origem familiar definida, no início da colonização
do Brasil, a maioria dos portugueses que queriam começar uma nova vida eram na
verdade: Cristãos-novos, isto é, Judeus português convertidos ao
Catolicismo Romano e que buscavam viver em anonimato nas novas
terras, sem vínculos com o passado de perseguições aos Judeus na Europa, então
adotavam o sobrenome mais comum de Portugal, aproveitando-se do “relativo
anonimato” que o sobrenome lhes proporcionava. Além disso o sobrenome também
ganhou popularidade no Brasil entre os descendentes de indígenas e também
dos escravos negros que herdavam por motivos alheios o sobrenome
de seus senhores sem qualquer tipo de ligação de parentesco com a família
portuguesa como forma de identificação de sua posse, assim podia ser
identificado seu senhor ou sinhá e a que família servia. Até a abolição da
escravidão em 1888, os escravos negros não possuíam sobrenomes no Brasil.
Ao desembarcar dos Navios negreiros vindos da África, os negros eram
batizados por padres católicos e ganhavam um nome em português,
quando recebiam um sobrenome geralmente era o mesmo de seu dono, isso era uma
forma de "identificar a quem pertencia determinado escravo(a)". Na
época muitos proprietários de terras e senhores de escravos tinham
"Silva" no sobrenome.
Um estudo realizado com amostragem de 30.400 pessoas no Brasil mostra
que 9,9% dos brasileiros tenham "Silva" no seu sobrenome, seguido por
6,1% com sobrenome "Santos", 5,8% com sobrenome "Oliveira"
e 4,9% com sobrenome "Sousa" (ou "Souza"). –
Texto extraído do Wikipédia.
Nossa filiação:
Meu pai – Julião Pereira da Silva – nasceu em Cabrobó – PE – em 09/janeiro/1911
– faleceu 14/julho/1983.
Minha mãe – Marinetti Vilela da Silva – nasceu em Santana do Ipanema – AL – em
27/outubro/1928 – faleceu 22/dezembro/2012.
Desse casal nasceram – Jayme – 06/outubro/1946; Oswaldo –
15/janeiro/1948; Maria Alice – 12/abril/1952
Geração dos filhos – Jayme e Olinda – Luciana – 09/fevereiro/1974;
Claudia – 10/janeiro/1975; Fernanda – 19/fevereiro/1980.
Geração dos netos – Luciana e Josué – Thalyta, Thiago, Isabela e
Vitor.
Claudia e Sandro – Fernando e Guilherme.
Fernanda e Fernando – Beatriz e Bernardo.
Geração da Neta – Thalyta e Aurélio – Luiza.